Inaugurado no dia 12 de junho de 98, dia dos namorados, ou seja, a mais
14 anos atrás, o Club Lov.e tornou-se um dos principais clubes de música
eletrônica do brasil. Instalado num galpão na Vila Olímpia, tornou-se um dos
lugares mais concorridos da noite paulistana, conseguindo reunir diferentes
“tribos” em um único espaço.
O Lov.e Club foi o clube que quebrou o conceito de que os clubes tinham
que ser pretos (tetos e paredes). Uma infinidade de cores distribuídas em
lustres dava o tom da iluminação, e a decoração era completada com flores e
margaridas gigantes, chamas, pelúcias e globos de espelho. Foi o “Clubinho do
Coração” por onde passaram inúmeras atrações gringas, noites de techno, house,
drum’n’bass, black e funk carioca, onde tocaram, senão todos, quase todos os
bons DJs do Brasil, de 1998 a 2008.
Muita música eletrônica de qualidade soava na pista de uma das baladas mais consolidadas do circuito. Era o reduto de semana dos baladeiros que também não dispensavam uma rave. A casa também ficou conhecida por promover bailes funks para lá de bem frequentados
Muito
diferente do cenário que a noite de São Paulo vive atualmente, com grandes
festas de techno acontecendo quase que semanalmente e a vinda de festivais
internacionais renomados sendo realizados todos os anos no Brasil
Inaugurado pelo casal Angelo Leuzzi e Flavia Ceccato, ambos já com uma história na noite paulistana, o Lov.e existiu por uma década e foi um dos principais responsáveis por levar a música eletrônica longe dos holofotes para o grande público. Angelo era empresário do ramo desde os tempos do Rose Bom Bom – um dos espaços mais icônicos da vida noturna paulistana durante os anos 80, depois inaugurou o Columbia – onde abrigava o after hours Hell`s Club, e anos mais tarde o Club B.A.S.E, inaugurado na segunda metade dos anos 90 em um antigo cinema da avenida Brigadeiro Luís Antônio. Flavia vivia a intensidade da noite paulistana há alguns anos e juntos abriram o B.A.S.E. Pouco tempo depois deram vida ao Lov.e, onde passou a administrá-lo 100% após o primeiro ano de funcionamento.














