Bons tempos do Basquete feminino Brasileiro e paulista em Sorocaba
Em 1992, a cidade de Sorocaba tinha um
poderoso time de basquete feminino, que havia conquistado os cinco últimos
títulos do Campeonato Paulista, a principal competição do país até então.
Sob o comando do técnico Antônio
Carlos Vendramini, o mesmo campeão da LBF 2018, estavam a Rainha Hortência,
Janeth, Adriana Santos, Marta Sobral, Ana Motta, Simone Pontello, as
geniais gêmeas Vânia e Vanira Hernandes, a americana Cathy Boswell e
a ucraniana Lioudmilla Nazarenko.
No ano anterior, a cidade havia
conquistado o ouro no Mundial Interclubes. Naquele 1992, ficou com a prata
na final contra o espanhol Dorna. Perdeu o Paulista para a Ponte Preta (Campinas),
que tinha um time igualmente fabuloso com Magic Paula, Nádia Bento, Helen Luz,
a imparável argentina Karina Rodrigues, a excelente russa Elen Chakirova (a
“Helena”), entre outras sob o comando da diva Maria Helena Cardoso.
Naquele ano, Sorocaba ficou com
títulos menores (Taça Brasil e Jogos Abertos do Interior). Ao final das
disputas, mesmo que a cidade e o patrocinador (Leite Moça) desejassem
prosseguir o trabalho, o projeto não resistiu à ascensão de outras cidades com
patrocinadores também fortes: a própria Ponte Preta (com a Nossa Caixa), Santo
André (com a Lacta) e Araçatuba (com a Unimed). E não resistiu sobretudo à
saída de sua estrela maior, Hortência.
Nos anos seguintes, o projeto ainda
teve algumas aparições espasmódicas com a participação do time da cidade com o
mesmo patrocinador em um Sul-Americano de Clubes (campeão com o retorno de
Adriana Santos e o reforço da americana Dawn Stanley, em 1993) e em duas
edições do Pan-Americano de Clubes (com a participação de Magic Paula, em um
“empréstimo” de Piracicaba em 1994 e 1995).
Ao longo de todos esses anos, essa
tradição dormiu.

